Quem pode fazer a formação em Psicanálise?
- ABRAFP

- 19 de jul.
- 9 min de leitura
Atualizado: 20 de jul.
A formação em Psicanálise desperta o interesse de pessoas com diferentes histórias e profissões. Para algumas, o ponto de partida é o desejo de compreender melhor a mente humana; para outras, é a busca por uma escuta mais qualificada ou por uma nova direção profissional.
Este artigo diferencia o estudo introdutório de uma formação profissional, explica os critérios adotados pela ABRAFP e apresenta os elementos que ajudam a avaliar esse percurso com responsabilidade.

Quem pode fazer a formação em Psicanálise?
Qualquer pessoa interessada pode começar a estudar Psicanálise por meio de livros, palestras, grupos de estudo e cursos introdutórios. Esse primeiro contato não exige uma profissão específica e pode servir tanto ao autoconhecimento quanto à ampliação do repertório sobre a mente humana.
Uma formação profissional é diferente. Ela prepara o aluno para um percurso teórico, pessoal, clínico e ético; por isso, cada instituição define seus próprios critérios de ingresso. Antes de escolher, é importante verificar a carga horária, os pilares formativos, a supervisão e o compromisso institucional com a transmissão da Psicanálise.
Se a sua pergunta também envolve uma possível mudança de carreira, conheça o livro 50 Vantagens de Ser Psicanalista, de Deivede Eder Ferreira. A obra percorre temas como propósito, autonomia, amadurecimento da escuta e aprendizado contínuo. Ela ajuda a perceber quais possibilidades dessa profissão conversam com sua história — e quais responsabilidades precisam ser consideradas antes da decisão.
Quem pode fazer a Formação em Psicanálise na ABRAFP?
Na ABRAFP, a Formação em Psicanálise é destinada exclusivamente a pessoas com graduação concluída, em qualquer área do conhecimento. Psicólogos, médicos, educadores, profissionais do Direito, da Filosofia, da Administração, da Comunicação e de muitas outras áreas podem se candidatar; o requisito indispensável é possuir formação superior completa.
Como é a Formação em Psicanálise da ABRAFP?
A formação é 100% online, possui 1.440 horas, duração mínima de dois anos e uma grade de 24 disciplinas. O percurso articula ensino teórico, análise pessoal e supervisão clínica; a estrutura completa é detalhada nas seções seguintes.
Por que a trajetória da ABRAFP é um diferencial?
Fundada em 2008, a ABRAFP — Associação Brasileira de Filosofia e Psicanálise — construiu uma atuação que reúne formação, prática clínica, pesquisa e produção intelectual. Essa trajetória importa porque a formação do psicanalista não termina com a certificação: ela continua no estudo, na análise, na supervisão e no diálogo com uma comunidade psicanalítica.
Por meio da ABRAFP International Press, a instituição também mantém produção editorial de circulação internacional. Seu catálogo público reúne obras e projetos em português, inglês, espanhol, árabe e turco, ampliando o diálogo entre a Psicanálise produzida no Brasil e leitores de diferentes contextos culturais.
O que é a Nova Teoria da Morte Fantasmática?
Uma expressão dessa produção contemporânea é a Teoria da Morte Fantasmática, desenvolvida por Deivede Eder Ferreira, psicanalista, escritor e fundador da ABRAFP. A proposta investiga como fantasias inconscientes, repetições e padrões de risco podem participar da relação simbólica do sujeito com a perda, o desaparecimento e a finitude. Ela não pretende prever a data nem a causa biológica da morte; sua pergunta é como certas cenas podem insistir na maneira de viver.
Conheça a Nova Teoria da Morte Fantasmática e descubra por que a pergunta “o desejo inconsciente determina a forma como morremos?” está no centro dessa obra.
Se você já concluiu uma graduação e procura um percurso que una tradição, clínica e produção intelectual, conheça os detalhes da Formação em Psicanálise da ABRAFP. Depois, preencha o formulário deste artigo para receber informações atualizadas sobre matrícula e condições de ingresso.
A formação é exclusiva para psicólogos ou médicos?
Não. O diploma não precisa ser de Psicologia ou Medicina: a ABRAFP recebe graduados de diferentes áreas. Cada aluno, porém, deve respeitar os limites da profissão de origem e compreender que a formação psicanalítica não substitui habilitações legalmente reservadas a outros campos.
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Quais formações profissionais podem dialogar com a Psicanálise?
Profissionais da saúde e do cuidado
Pessoas formadas em Psicologia, Medicina, Enfermagem, Terapia Ocupacional, Fisioterapia e áreas afins costumam chegar à Psicanálise interessadas em compreender de maneira mais profunda a experiência subjetiva do adoecimento, do corpo e do cuidado. A formação psicanalítica pode ampliar perguntas e recursos de escuta, sempre respeitando os limites de cada profissão.
Profissionais da educação
Pedagogos, professores, gestores escolares e outros profissionais da educação convivem diariamente com aprendizagem, desenvolvimento, vínculos familiares, conflitos e diferenças. A Psicanálise pode oferecer referências para pensar o sujeito para além do desempenho, sem transformar a escola em consultório.
Graduados em ciências humanas e sociais
Filosofia, História, Sociologia, Antropologia, Serviço Social e áreas próximas dialogam diretamente com temas como cultura, linguagem, desejo, instituições e laços sociais. Para esses profissionais, a formação pode aprofundar a leitura da subjetividade e das transformações contemporâneas.
Profissionais do direito, mediação e relações humanas
Advogados, mediadores e profissionais que trabalham com conflitos podem buscar a Psicanálise para compreender melhor posições subjetivas, repetições, impasses e modos de relação. Essa escuta não substitui a técnica jurídica, mas pode ampliar a sensibilidade diante da complexidade humana.
Comunicação, artes, literatura e cultura
Jornalistas, escritores, artistas, comunicadores e pesquisadores encontram na Psicanálise um repertório fértil para estudar narrativa, imagem, fantasia, linguagem e produção cultural. Muitos chegam ao campo pelo interesse intelectual e, ao longo do percurso, descobrem também uma possível vocação clínica.
Gestão, liderança e desenvolvimento de pessoas
Profissionais de administração, recursos humanos e liderança lidam com expectativas, conflitos, poder, reconhecimento e sofrimento no trabalho. A Psicanálise pode oferecer instrumentos de reflexão sobre esses fenômenos, sem ser reduzida a uma técnica de produtividade.
Pessoas em transição de carreira
A formação também pode interessar a quem já construiu uma trajetória e deseja iniciar uma nova etapa profissional com mais propósito. Essa transição costuma ser gradual: exige planejamento financeiro, organização do tempo, estudo continuado e maturação da própria identidade profissional.
Além da graduação, o que a ABRAFP espera do candidato?
1. Curiosidade real sobre a vida psíquica. A formação exige interesse por conflitos, desejos, defesas, sintomas, sonhos, linguagem e relações humanas.
2. Disposição para estudar. Ler Psicanálise demanda tempo, continuidade e abertura para conceitos que nem sempre oferecem respostas imediatas.
3. Capacidade de escutar. Escutar não é apenas permanecer em silêncio; é sustentar perguntas sem ocupar o lugar de quem sabe tudo sobre o outro.
4. Disponibilidade para a análise pessoal. O futuro analista precisa trabalhar a própria história e reconhecer como ela pode atravessar sua escuta.
5. Abertura à supervisão. Discutir a prática com profissionais experientes ajuda a perceber impasses, limites e efeitos que poderiam passar despercebidos.
6. Compromisso ético. Sigilo, responsabilidade, limites claros e encaminhamento adequado são partes inseparáveis da formação.
7. Tolerância ao processo. A construção de uma escuta clínica não acontece de forma instantânea. Ela amadurece com estudo, experiência e reflexão.
Formação em Psicanálise não é apenas assistir a aulas
Um curso pode transmitir conteúdos, mas a formação do psicanalista exige um percurso. A tradição psicanalítica articula teoria, análise pessoal e supervisão clínica porque o trabalho envolve não apenas conhecimento intelectual, mas também a posição ética de quem escuta.
Como funciona a Formação em Psicanálise da ABRAFP?
A estrutura atualmente apresentada pela instituição inclui:
• Modalidade 100% online.
• Aulas gravadas com acesso flexível.
• Carga horária total de 1.440 horas.
• Duração mínima de dois anos para certificação.
• Início imediato.
• Público-alvo composto por graduados em diversas áreas.
• Grade curricular organizada em 24 disciplinas.
• Mínimo de 40 horas de análise pessoal.
• 60 horas de prática clínica supervisionada no segundo ano.
• Análise e supervisão incluídas na mensalidade, conforme as condições apresentadas pela instituição.
Além da formação psicanalítica, a página do programa apresenta uma Pós-Graduação em Transtorno do Espectro Autista, com 720 horas e certificado emitido por instituição parceira reconhecida pelo MEC. As condições e a participação nessa especialização devem ser confirmadas diretamente com a ABRAFP.
Os três pilares do percurso psicanalítico
1. Ensino teórico
A teoria oferece linguagem e referências para pensar o inconsciente, a transferência, os sintomas, os sonhos, a cultura e a constituição do sujeito. A grade da ABRAFP percorre autores centrais como Sigmund Freud, Jacques Lacan, Melanie Klein, Donald Winnicott, Wilfred Bion e Françoise Dolto, entre outros.
2. Análise didática
A análise pessoal permite que o aluno trabalhe conflitos, repetições e formações inconscientes da própria história. Na estrutura divulgada pela ABRAFP, o percurso inclui um mínimo de 40 horas de análise.
3. Estágio clínico supervisionado
No segundo ano, o aluno realiza 60 horas de prática clínica supervisionada. A supervisão ajuda a desenvolver a escuta, pensar o manejo da transferência, examinar hipóteses de interpretação e reconhecer limites diante de cada caso.
O que o aluno estuda durante a formação?
A grade curricular reúne 24 disciplinas e foi organizada para oferecer uma progressão entre fundamentos, clínica, cultura e debates contemporâneos.
Entre os temas apresentados estão Introdução à Psicanálise, três módulos sobre a teoria de Freud, Psicopatologia, Interpretação dos Sonhos, Psicossomática, Sexologia, Psicanálise na Cultura, Literatura, Filosofia e Linguagem, Psicoterapias Breves de Orientação Psicanalítica, Melanie Klein, Bion, Winnicott, Lacan, Ética, Autismo e Direito.
Essa diversidade ajuda o aluno a perceber que a Psicanálise não se limita a uma técnica de atendimento. Ela também é um modo de investigar a subjetividade, a cultura e as formas pelas quais o sofrimento ganha sentido.
Como saber se essa formação combina com você?
Antes de se matricular, vale responder honestamente a algumas perguntas:
1. Você tem interesse contínuo pela mente humana, e não apenas uma curiosidade passageira?
2. Consegue reservar tempo semanal para aulas, leitura e elaboração dos conteúdos?
3. Está disposto a realizar análise pessoal e a rever aspectos da própria história?
4. Aceita receber supervisão e discutir dúvidas sem transformar o aprendizado em busca por receitas prontas?
5. Compreende que a formação clínica exige maturação e não oferece resultados instantâneos?
6. Está preparado para respeitar sigilo, limites profissionais e a singularidade de cada pessoa?
7. Consegue organizar o investimento e o tempo necessários para um percurso mínimo de dois anos?
Se a maioria dessas perguntas produz um “sim” refletido, a formação pode merecer uma investigação mais próxima. Se algumas respostas ainda forem incertas, conversar com a instituição pode ajudar a tomar uma decisão consciente.
Quem talvez deva adiar esse percurso?
Pode ser prudente adiar a matrícula quando a pessoa busca apenas um certificado rápido, não dispõe de tempo para leitura e análise, rejeita supervisão ou espera que a Psicanálise forneça respostas prontas para todos os problemas humanos.
Também é importante evitar decisões impulsivas motivadas apenas por insatisfação momentânea com a carreira atual. Uma transição consistente exige conhecer a rotina de estudos, compreender os limites da atuação e planejar os próximos passos.
Adiar não significa desistir. Em muitos casos, esse tempo pode ser usado para ler textos introdutórios, iniciar uma análise pessoal, conversar com profissionais e avaliar com mais clareza a própria motivação.
O que acontece depois da formação?
A certificação encerra uma etapa, mas não conclui a formação do psicanalista. A clínica exige estudo permanente, supervisão continuada, participação em grupos, atualização teórica e responsabilidade diante dos efeitos da própria prática.
Cada pessoa construirá um percurso singular. Algumas combinarão a Psicanálise com a profissão de origem; outras desenvolverão gradualmente uma atuação clínica, acadêmica, cultural ou de pesquisa.
Perguntas frequentes sobre a Formação em Psicanálise
A formação é totalmente online?
Sim. A modalidade divulgada é 100% online, com aulas gravadas e acesso flexível. As etapas de análise e supervisão fazem parte do percurso indicado pela instituição.
Quanto tempo dura a formação?
A carga horária informada é de 1.440 horas, com duração mínima de dois anos para certificação. O ritmo de estudo precisa respeitar as atividades teóricas, pessoais e clínicas previstas.
Posso começar imediatamente?
A página do curso informa início imediato. Antes da matrícula, confirme com a ABRAFP as condições vigentes, o calendário das etapas formativas e os documentos necessários.
A análise pessoal é obrigatória?
Ela é um dos pilares da formação. A estrutura divulgada prevê no mínimo 40 horas de análise pessoal, permitindo que o aluno trabalhe a própria história e os efeitos subjetivos que podem aparecer na escuta clínica.
Quando começa a prática supervisionada?
Segundo a estrutura apresentada pela instituição, o estágio clínico supervisionado acontece no segundo ano e totaliza 60 horas.
Uma graduação anterior é desperdiçada ao mudar de carreira?
Não. A experiência anterior pode ampliar o repertório cultural, institucional e humano do futuro psicanalista. Ela não substitui a formação psicanalítica, mas pode dialogar com ela de modo produtivo.
Próximos passos
1. Avalie se você dispõe de tempo, constância e abertura para um percurso que envolve estudo, análise pessoal e supervisão.
3. Use o formulário deste artigo para conversar com a equipe e esclarecer suas dúvidas antes de tomar uma decisão.
Uma decisão que combina conhecimento e responsabilidade
Escolher uma formação em Psicanálise envolve mais do que atender aos critérios de ingresso. É preciso considerar a disponibilidade para estudar, realizar análise pessoal, receber supervisão e construir uma posição ética diante da escuta do sofrimento humano.
Se essa proposta dialoga com sua história e seus objetivos, procure informações, converse com a equipe e avalie com calma. A melhor decisão é aquela que reúne desejo, condições concretas e compromisso com uma prática ética.








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