
Asociación Brasileña de Filosofía y Psicoanálisis
CNPJ: 32.083.499/0001-34
INPI: 924993502
Atención al cliente vía WhatsApp: +55 11 97549-0503

100 años de psicología de grupo y autoanálisis: contexto y relevancia en la actualidad.
Thiago Bicudo Castro
Sociólogo e psicanalista em formação pela ABRAFP
O ano de 2021 tem sido de importantes e interessantes efemérides na Psicanálise. Em maio, seu criador, Sigmund Freud (1856-1939) completou 165 anos de seu nascimento; e uma de suas obras de grande expressão e relevância tanto para a Psicanálise quanto para as Ciências Humanas em geral completou 100 anos de sua publicação.
O livro Psicologia das massas e análise do eu (1921) é um daqueles trabalhos de Freud, no qual existe uma interlocução com diversas áreas do saber, como: Psicologia, Sociologia, História, Antropologia, Arte, Biologia, Religião etc. Ele pertence a um conjunto de ensaios e teses que ficaram conhecidos como os “textos sociais” do autor.
Logo no primeiro parágrafo Freud aborda a dualidade entre a psicologia individual e a psicologia social propondo uma instigante síntese dessa questão: “Na vida psíquica do ser individual, o Outro é via de regra considerado enquanto modelo, objeto, auxiliador e adversário, e portanto a psicologia individual é também, desde o início, psicologia social, num sentido mais ampliado, mas inteiramente justificado.” (2011, p. 14).
Essa amplitude de temas e de influências que Freud trouxe para a Psicanálise o ajudou a rebater as críticas que relacionavam sua teoria e prática exclusivamente ao tratamento das neuroses de cada pessoa, ou seja, como algo meramente individualizante. Em outras palavras, ele se colocou no debate filosófico a respeito da concepção de sujeito e da cultura.
Mais do que isso, todas essas possibilidades teóricas que moldaram o pensamento de Freud são o resultado de uma formação intelectual num ambiente marcado pelo barroco da Casa da Áustria sob a liderança dos Habsburgos, em que pese a origem judaica do autor. Portanto, uma obra como a Psicologia das massas guarda uma razão ético-cultural e político-moral para ter sido elaborada no contexto do pós-Primeira Guerra. Sua dimensão ético-cultural estava no sentido de colocar a Psicanálise na batalha das ideias após a imensa crise deixada pela I Guerra; e o seu aspecto político-moral se concentrava na possibilidade de oferecer uma resposta para aquela realidade, e não ser apenas um reflexo dela. Com isso, Freud demonstrava a potência teórica da Psicanálise tanto clinicamente quanto socialmente e culturalmente, bem como sua autonomia frente às áreas do saber historicamente consagradas.
É importante também nos voltarmos para o cenário de terra arrasada deixado pela I GM e relacionarmos isso ao esforço reflexivo de Freud diante da barbárie da humanidade e crise civilizacional, pois isso também é um dos atravessamentos externos em sua empreitada de construção da Psicanálise, iniciada antes mesmo da aurora do século XX.
A chamada crise do fin-de-siècle em Viena, da qual se fala em trabalhos como o de Hofmann (1996) e Schorske (1988) se refere a uma longa transição da hegemonia política e cultural habsburga até o Anschluss (1939). De fato, as estruturas que sustentaram o absolutismo e o liberalismo no Império Austro-húngaro estavam ruindo desde a segunda metade do século XIX, até o momento em que uma crise de identidade abateu as classes médias e a aristocracia austríacas. Após a I GM o território daquele Império foi reduzido a 40% do que antes tivera e, por conseguinte, houve uma queda considerável da população, passando de 54 milhões para apenas 6,5 milhões. O resultado dessas mudanças ora pensadas como “crise” aconteceu em 12 de novembro de 1918, quando em um dia frio e chuvoso, a Assembleia Nacional Provisória votou uma lei que tornava a Áustria parte integrante da República Alemã. “Ali estava um país novo que, na primeira sentença que profere, comete suicídio”, diria o médico Erwin Ringel. Portanto, lentamente a própria Áustria deixava de existir enquanto potência, território e nação.
En medio de todo esto, Viena, durante la época de Freud, experimentaba una nueva forma de hacer política. La llamada política de masas se caracterizaba por nuevos líderes y partidos que se apoyaban en gran medida en la elocuencia, un rasgo distintivo del Barroco. Por otro lado, el desencanto generalizado, la frustración política ante el fracaso del proyecto liberal e ilustrado, la sensación de pérdida de identidad y la desconfianza en el futuro pesaban mucho sobre los vieneses y se vieron amplificados por las consecuencias de la guerra. La búsqueda de alternativas por parte de artistas e intelectuales caracterizó la «modernidad vienesa», y sus respuestas se manifestaron en la problematización de «la inquietud en términos de individualismo, subjetividad y narcisismo» (PINHEIRO, 2008, p. 43). Este es el contexto general en el que el psicoanálisis pudo surgir, ganar prominencia y consolidarse en la práctica.
Otro hecho interesante a observar fue un conjunto de preocupaciones sociopolíticas y culturales compartidas entre intelectuales de origen cultural alemán, como los austriacos. Por ejemplo, en 1922 se publicó póstumamente la obra principal del sociólogo alemán Max Weber (1864-1920), titulada Economía y sociedad, en la que definió los tipos de dominación legítima en una sociedad (legal, tradicional y carismática).
Es improbable que Freud haya tenido algún contacto con esta teoría weberiana, pero estas "afinidades electivas" dentro de una estructura compartida de sentimientos en la cultura alemana durante las primeras décadas del siglo XX situaron a Freud y al psicoanálisis en consonancia con las demandas de los intelectuales y la búsqueda de respuestas por parte de la población en su conjunto.
Tanto Weber como Freud se referían al ejército y a la religión como grupos importantes que debían analizarse como fenómenos de masas. Para Freud, estudiar la Iglesia Católica fue una forma de afrontar la crisis que atravesaba su país, influenciado durante siglos por esta institución religiosa a través de la dinastía Habsburgo, y que impactó su vida personal y profesional debido a los orígenes judíos de su familia.
En la psicología de grupo, aún es posible constatar la coherencia y las transformaciones internas del psicoanálisis en sus 21 años de existencia, si consideramos La interpretación de los sueños (1900) como su hito inicial. Si bien fue escrito y publicado en el contexto de la primera topografía, este trabajo ya indicaba una profundización y algunas revisiones de Freud sobre su teoría, que culminarían en la segunda topografía con el texto El yo y el ello (1923).
Objetivos: El curso de Introducción al Psicoanálisis tiene como objetivo presentar los supuestos básicos de la teoría psicoanalítica, relatar parte de la historia del psicoanálisis, contextualizar el momento histórico en el que se originó a partir de la experiencia clínica de Sigmund Freud en la década de 1880 y los años posteriores en los que teorizó sobre la estructura y el funcionamiento del aparato psíquico. Más información
