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Cent'anni di psicologia di gruppo e autoanalisi: contesto e rilevanza oggi.
Thiago Bicudo Castro
Sociólogo e psicanalista em formação pela ABRAFP
O ano de 2021 tem sido de importantes e interessantes efemérides na Psicanálise. Em maio, seu criador, Sigmund Freud (1856-1939) completou 165 anos de seu nascimento; e uma de suas obras de grande expressão e relevância tanto para a Psicanálise quanto para as Ciências Humanas em geral completou 100 anos de sua publicação.
O livro Psicologia das massas e análise do eu (1921) é um daqueles trabalhos de Freud, no qual existe uma interlocução com diversas áreas do saber, como: Psicologia, Sociologia, História, Antropologia, Arte, Biologia, Religião etc. Ele pertence a um conjunto de ensaios e teses que ficaram conhecidos como os “textos sociais” do autor.
Logo no primeiro parágrafo Freud aborda a dualidade entre a psicologia individual e a psicologia social propondo uma instigante síntese dessa questão: “Na vida psíquica do ser individual, o Outro é via de regra considerado enquanto modelo, objeto, auxiliador e adversário, e portanto a psicologia individual é também, desde o início, psicologia social, num sentido mais ampliado, mas inteiramente justificado.” (2011, p. 14).
Essa amplitude de temas e de influências que Freud trouxe para a Psicanálise o ajudou a rebater as críticas que relacionavam sua teoria e prática exclusivamente ao tratamento das neuroses de cada pessoa, ou seja, como algo meramente individualizante. Em outras palavras, ele se colocou no debate filosófico a respeito da concepção de sujeito e da cultura.
Mais do que isso, todas essas possibilidades teóricas que moldaram o pensamento de Freud são o resultado de uma formação intelectual num ambiente marcado pelo barroco da Casa da Áustria sob a liderança dos Habsburgos, em que pese a origem judaica do autor. Portanto, uma obra como a Psicologia das massas guarda uma razão ético-cultural e político-moral para ter sido elaborada no contexto do pós-Primeira Guerra. Sua dimensão ético-cultural estava no sentido de colocar a Psicanálise na batalha das ideias após a imensa crise deixada pela I Guerra; e o seu aspecto político-moral se concentrava na possibilidade de oferecer uma resposta para aquela realidade, e não ser apenas um reflexo dela. Com isso, Freud demonstrava a potência teórica da Psicanálise tanto clinicamente quanto socialmente e culturalmente, bem como sua autonomia frente às áreas do saber historicamente consagradas.
É importante também nos voltarmos para o cenário de terra arrasada deixado pela I GM e relacionarmos isso ao esforço reflexivo de Freud diante da barbárie da humanidade e crise civilizacional, pois isso também é um dos atravessamentos externos em sua empreitada de construção da Psicanálise, iniciada antes mesmo da aurora do século XX.
A chamada crise do fin-de-siècle em Viena, da qual se fala em trabalhos como o de Hofmann (1996) e Schorske (1988) se refere a uma longa transição da hegemonia política e cultural habsburga até o Anschluss (1939). De fato, as estruturas que sustentaram o absolutismo e o liberalismo no Império Austro-húngaro estavam ruindo desde a segunda metade do século XIX, até o momento em que uma crise de identidade abateu as classes médias e a aristocracia austríacas. Após a I GM o território daquele Império foi reduzido a 40% do que antes tivera e, por conseguinte, houve uma queda considerável da população, passando de 54 milhões para apenas 6,5 milhões. O resultado dessas mudanças ora pensadas como “crise” aconteceu em 12 de novembro de 1918, quando em um dia frio e chuvoso, a Assembleia Nacional Provisória votou uma lei que tornava a Áustria parte integrante da República Alemã. “Ali estava um país novo que, na primeira sentença que profere, comete suicídio”, diria o médico Erwin Ringel. Portanto, lentamente a própria Áustria deixava de existir enquanto potência, território e nação.
In questo contesto, la Vienna dell'epoca di Freud stava vivendo un nuovo modo di fare politica. La cosiddetta politica di massa era caratterizzata da nuovi leader e partiti che facevano ampio ricorso all'eloquenza, una caratteristica tipicamente barocca. D'altro canto, un diffuso disincanto, la frustrazione politica per il fallimento del progetto liberale e illuminista, un senso di perdita d'identità e la sfiducia nel futuro pesavano pesantemente sui viennesi, amplificati dalle conseguenze della guerra. La ricerca di alternative da parte di artisti e intellettuali caratterizzò la "modernità viennese", e le loro risposte si concretizzarono nella problematizzazione del "disagio in termini di individualismo, soggettività e narcisismo" (PINHEIRO, 2008, p. 43). Questo è il contesto generale in cui la psicoanalisi poté emergere, affermarsi e consolidarsi nella pratica.
Un altro dato interessante da osservare è una serie di preoccupazioni socio-politiche e culturali condivise dagli intellettuali di origine culturale tedesca, come gli austriaci. Per citare un esempio, nel 1922 fu pubblicata postuma l'opera principale del sociologo tedesco Max Weber (1864-1920), intitolata "Economia e società", in cui definiva i tipi di dominio legittimo in una società (legale, tradizionale e carismatico).
È improbabile che Freud abbia avuto contatti con questa teoria weberiana, ma queste "affinità elettive" all'interno di una struttura condivisa di sentimenti nella cultura tedesca dei primi decenni del XX secolo hanno collocato Freud e la psicoanalisi in linea con le esigenze degli intellettuali e con la ricerca di risposte da parte della popolazione nel suo complesso.
Sia Weber che Freud considerarono l'esercito e la religione come gruppi importanti da analizzare in quanto fenomeni di massa. Per Freud, inoltre, la scelta di studiare la Chiesa cattolica rappresentò un modo per affrontare la crisi del suo paese, influenzato per secoli da questa istituzione religiosa attraverso la dinastia degli Asburgo, e che ebbe un impatto sulla sua vita personale e professionale a causa delle origini ebraiche della sua famiglia.
Nell'ambito della psicologia di gruppo, è ancora possibile verificare la coerenza e le trasformazioni interne della psicoanalisi nei suoi 21 anni di esistenza, se consideriamo L'interpretazione dei sogni (1900) come la sua pietra miliare iniziale. Sebbene scritta e pubblicata nel contesto della prima fase teorica, quest'opera indicava già un approfondimento e alcune revisioni da parte di Freud della sua teoria, che sarebbero culminate nella seconda fase con il testo L'Io e l'Es (1923).
Obiettivi: Il corso di Introduzione alla Psicoanalisi si propone di presentare i presupposti fondamentali della teoria psicoanalitica, ripercorrere parte della storia della psicoanalisi, contestualizzare il momento storico in cui essa ha avuto origine dall'esperienza clinica di Sigmund Freud negli anni 1880 e negli anni successivi in cui ha teorizzato sulla struttura e il funzionamento dell'apparato psichico. Scopri di più
