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Sigmund Freud, fundador da psicanálise, revolucionou a compreensão da mente humana ao propor diferentes modelos de funcionamento psíquico. Esses modelos são conhecidos como tópicas freudianas. A primeira tópica, também chamada de modelo topográfico, foi elaborada entre 1900 e 1915 e buscou mapear os lugares psicológicos que compõem o aparelho psíquico.
Essa primeira formulação divide a mente em três sistemas distintos, mas interligados: consciente, pré-consciente e inconsciente. Para quem deseja compreender esses conceitos de forma estruturada e aplicá-los na clínica ou no campo educacional, a Formação em Psicanálise da ABRAFP oferece uma oportunidade única de aprofundamento. Saiba mais em: https://www.abrafp.org/curso-de-psicanalise.
O inconsciente é o núcleo mais profundo da primeira tópica freudiana. Trata-se de conteúdos que não estão acessíveis à consciência em um dado momento, pois carregam desejos recalcados, geralmente originados na infância, e estão ligados às pulsões.
Freud chegou ao inconsciente pela via dos sonhos, mas também destacou sua presença nos atos falhos, lapsos de memória e sintomas neuróticos. Esses fenômenos revelam que nossa mente não é transparente a nós mesmos: existe uma força psíquica que escapa ao controle da razão.
Os conteúdos inconscientes são intensos, marcados pela libido, e só podem retornar à consciência de forma modificada, após passarem pela censura. Essa descoberta gerou enorme resistência cultural, especialmente porque Freud afirmou que a sexualidade infantil compõe parte significativa desse material recalcado.
O pré-consciente ocupa uma posição intermediária entre consciente e inconsciente. Ele abriga conteúdos que não estão na consciência imediata, mas que podem ser facilmente acessados. É nele que se encontra a memória disponível para recordação.
Podemos dizer que o pré-consciente organiza aquilo que sabemos, mas que não pensamos a todo momento. É, portanto, uma região de transição, onde o material pode circular em direção ao consciente ou ser reprimido rumo ao inconsciente.
O consciente é a instância responsável pela percepção imediata da realidade e pelos fenômenos psíquicos dos quais temos conhecimento no presente. Ele se relaciona diretamente com o mundo exterior e também registra sensações internas de prazer e desprazer.
Seu funcionamento é regido pelo princípio do prazer: busca evitar o que é desagradável e conservar o que é satisfatório. Além disso, sua energia é móvel, permitindo que a atenção se desloque rapidamente de um estímulo a outro.
A primeira tópica freudiana representa um marco na história da psicologia e da filosofia da mente. Pela primeira vez, a subjetividade humana foi descrita em camadas, mostrando que a consciência não é soberana, mas apenas uma parte de uma dinâmica mais ampla.
Esse modelo preparou o terreno para a segunda tópica freudiana (Id, Ego e Superego), formulada a partir de 1923, mas continua sendo fundamental para entender a clínica e a teoria psicanalítica até hoje. É justamente essa jornada — das origens da psicanálise até as formulações posteriores — que a Formação em Psicanálise da ABRAFP percorre com profundidade, oferecendo ao aluno base teórica, prática supervisionada e certificação reconhecida. Saiba mais em: https://www.abrafp.org/curso-de-psicanalise.
Para aprofundar-se na primeira tópica e em outros conceitos fundamentais da psicanálise, indicamos:
Freud, S. – A Interpretação dos Sonhos (1900)
Ferreira, Deivede – Dicionário Básico de Psicanálise
Garcia-Roza, L. A. – Freud e o Inconsciente
Nasio, J.-D. – O prazer de ler Freud
A primeira tópica freudiana permanece como um dos pilares da psicanálise, essencial para quem deseja compreender os fundamentos da mente humana. Se você deseja uma formação séria, completa e acessível, inscreva-se agora na Formação em Psicanálise da ABRAFP e dê o próximo passo na sua jornada:
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Formação online • ABRAFP
Uma formação estruturada para graduados de diferentes áreas, com estudo flexível, análise didática e supervisão clínica incluídas no percurso.

Você estuda no seu ritmo, com uma sequência formativa clara e orientação institucional ao longo do percurso.
Aulas gravadas, acesso online e início imediato.
Acolhimento, tutoria e acompanhamento institucional ao longo do percurso.
Autores clássicos, clínica contemporânea, cultura e subjetividade.
A sequência formativa articula estudo teórico, elaboração pessoal e escuta clínica supervisionada.
Estudo aprofundado dos fundamentos da psicanálise, de seus autores centrais e de seus desenvolvimentos clínicos e culturais.
Componente incluído no investimento, realizado conforme os critérios e a organização pedagógica da ABRAFP.
Acompanhamento incluído no percurso para desenvolver escuta, manejo da transferência e interpretação psicanalítica.
Uma coordenação presente reúne responsabilidade técnica, experiência clínica, acolhimento e produção intelectual.

Psicanalista e mestre em Psicologia Infantil e do Adolescente. Atua em desenvolvimento psíquico, clínica contemporânea e formação institucional; conduz o Encontro de Acolhimento e é revisora editorial da ABRAFP International Press.
Coordenação • Acolhimento • Revisão editorial
Psicólogo pela UFMG (CRP 04/34510), pós-graduado em Psicanálise e licenciado em Letras. É coordenador geral e responsável técnico da Formação, com atuação na supervisão clínica institucional.
Coordenação geral • Responsabilidade técnica
Psicanalista, escritor, editor e fundador da ABRAFP. Possui estudos de Filosofia pela PUC Minas e pelo ISTA e pós-graduação em Psicanálise e em Neuropsicologia; coordena o percurso formativo e projetos da ABRAFP International Press.
Fundador • Coordenação da FormaçãoEm um encontro agendado, a psicanalista Ariana Morgado Ribeiro Leão apresenta a ABRAFP, esclarece o funcionamento da Formação e ajuda o aluno a organizar os primeiros passos.
Encontro de Acolhimento
Encontro de caráter acolhedor, formativo e institucional. Não corresponde a sessão de análise, supervisão clínica, avaliação psicológica ou atendimento de urgência.
Ao cumprir os requisitos de cada certificação, o aluno recebe dois documentos distintos: um emitido pela ABRAFP e outro pela instituição de ensino superior parceira.
Emitido pela ABRAFP após o cumprimento das 24 disciplinas e dos demais requisitos do percurso formativo.
Transparência: a Formação em Psicanálise é uma formação livre e não é apresentada como curso reconhecido pelo MEC.
Emitido pela instituição de ensino superior parceira após o cumprimento dos requisitos acadêmicos específicos da pós-graduação.
“Uma experiência enriquecedora, com uma equipe comprometida e atendimento ágil às dúvidas e necessidades dos alunos.”
“A matriz curricular permitiu múltiplos olhares e o estudo de grandes nomes da psicanálise, com acompanhamento em análise e supervisão.”
O vínculo institucional cria caminhos de continuidade para estudo, circulação de ideias e produção intelectual.
Após a conclusão, o formando passa a integrar a rede institucional de egressos e psicanalistas da ABRAFP.
Possibilidade de apresentar e divulgar produções intelectuais nos canais e iniciativas institucionais, conforme critérios de participação.
Originais de livros podem ser submetidos à avaliação editorial da editora, sujeitos aos critérios editoriais e às condições contratuais.
Comunidade ABRAFP: a ABRAFP também mantém uma comunidade de assinatura para estudo contínuo. Ela é uma oferta independente e o acesso não está incluído nesta Formação.
VER INVESTIMENTOO investimento inclui as 24 disciplinas, análise didática, supervisão clínica, acolhimento institucional e a emissão dos dois certificados após o cumprimento dos respectivos requisitos.
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As 24 disciplinas têm 60 horas cada e seguem uma sequência formativa. Pesquise um tema ou abra os itens para conhecer os conteúdos.
Apresenta a história, o método, os conceitos fundamentais e o campo de atuação da Psicanálise.
Estuda os fundamentos do pensamento freudiano e a construção inicial da teoria do inconsciente.
Examina quadros psicopatológicos, classificações psiquiátricas e o diálogo responsável com a psicofarmacologia.
Investiga as relações entre corpo, afeto e conflito psíquico na formação e na escuta dos sintomas.
Aborda sexualidade, desenvolvimento psicossexual e manifestações clínicas sob a perspectiva psicanalítica.
Desenvolve leitura crítica, pesquisa, produção acadêmica e princípios éticos do trabalho científico.
Aprofunda os conceitos freudianos e suas articulações com a técnica, a clínica e a compreensão do sujeito.
Estuda estruturas psíquicas, mecanismos de defesa, formação de sintomas e critérios de escuta clínica.
Apresenta a história, os fundamentos, as possibilidades e os limites da hipnose em diálogo com a Psicanálise.
Estuda o trabalho do sonho, seus mecanismos e o lugar da interpretação na teoria e na prática clínica.
Analisa os vínculos entre inconsciente, civilização, laços sociais, religião e fenômenos coletivos.
Explora as relações da Psicanálise com a criação literária, o pensamento filosófico e a linguagem.
Investiga cultura, subjetividade, sistemas simbólicos e modos de constituição dos vínculos humanos.
Integra desenvolvimentos avançados da obra de Freud e suas consequências para a teoria e a clínica.
Estuda enquadre focal, intervenções em tempo delimitado, indicações, manejo técnico e limites clínicos.
Apresenta relações de objeto, posições psíquicas, fantasias inconscientes e a contribuição clínica de Klein.
Examina pensamento, função continente, vínculos e dinâmica de grupos na teoria e na clínica de Bion.
Estuda ambiente facilitador, holding, fenômenos transicionais e processos de amadurecimento emocional.
Introduz o retorno a Freud, o inconsciente estruturado como linguagem e os registros Real, Simbólico e Imaginário.
Aprofunda sujeito, desejo, gozo, discurso e as consequências clínicas dos desenvolvimentos lacanianos.
Investiga signo, significante, produção de sentido e leitura dos discursos e sintomas na clínica.
Discute ética do desejo, posição do analista, poder, instituições e dimensões políticas da prática.
Aborda teorias psicanalíticas do autismo, singularidade da escuta e diálogo com outras áreas de cuidado.
Examina interfaces entre subjetividade e Direito em temas como responsabilidade, família, violência e instituições.