O Silêncio do Psicanalista

O silêncio é um singular, e indispensável no tratamento psicanalítico.
 

O silêncio é o oposto da ausência de comunicação. ele é uma escuta atenta.

 

Durante uma sessão de análise é possível compreender e teorizar o silêncio do psicanalista e do analisante.

 

Analisante é um termo criado por Lacan,  podemos considerá-lo como sinônimo de paciente.

 

Neste texto falarei sobre o silêncio do psicanalista.

 

O silêncio do psicanalista é interpretado pelo analisante como um sinal de atenção tranquila, uma prova de simpatia.  Esse silêncio, o deixa confortável para falar livremente, esquecendo temporariamente as inibições convencionais.

 

O silêncio do analista marca, permite ao analisante olhar a si próprio de maneira mais calma e menos imediata.

 

O silêncio do psicanalista possui uma força que arrasta o analisante e o faz progredir, empurra-o para profundezas do inconsciente. Aqui, o silêncio do analista age de maneira encorajadora.

 

O psicanalista em silêncio, não escuta somente o que está nas palavras, ele escuta também o que as palavras não dizem. Ele escuta o que diz o analisante e suas próprias vozes interiores, o que surge das profundezas do inconsciente.

 

É nessa dinâmica de esculta, fala, livre associação, interpretação dos sonhos e silêncio, que o analisante ressignifica suas experiências e torna a vida mais interessante e prazerosa de ser vivida.

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Curso de Introdução à Psicanálise - ABRAFP

Objetivos: O Curso de Introdução à Psicanálise pretende apresentar os pressupostos básicos da teoria Psicanalítica, contar um pouco da história da psicanálise, contextualizar o momento histórico em que se originou a partir da experiência clínica de Sigmund Freud na década de 1880 e nos anos seguintes em que ele teorizou sobre a estrutura e o funcionamento do aparelho psíquico. Saiba mais.